Conheça Modulip!

MODULIP GC ORAL


1. Definição

Modulip GC® é  um  neuroprotetor de 2ª geração, sintetizado e patente- ado pela Exsymol, uma empresa de biotecnologia situada em Mônaco.
 
Modulip GC®  é  uma  molécula mais bioassimilável e biodisponí- vel, com  características  químicas e cinéticas melhoradas a fim de apresentar melhor eficácia e segu- rança para uso em seres humanos.
 
 Além de efeito neuroprotetor e antioxidante, Modulip GC® apresenta efeito mode- lador por mecanismos neurais, já que estimula a lipólise via melhoramento da inerva- ção em nível adipocitário. (Exsymol / Mônaco).



2. Propriedades

2.1.   ModuLIP GC® E NEuroProtEção

 
 
2.1.1.     Neuroproteção Direta
 
 
Modulip GC® tem demonstrado, por meio de estudos in vitro, promover efeito neuroprotetor, uma vez que é capaz de proteger as células nervosas, assim como suas terminações e a rede neuronal.
 
2.1.2.     Neuroproteção  iNDireta:
poteNcializa a resposta ao Fator De crescimeNto Neural (NGF)
 
 
Modulip GC® é capaz de potencializar a resposta ao fator de crescimento neural (NGF) retardando a neurosenescência induzida pela redução de seus níveis que ocorre principalmente devido ao envelhe- cimento (Exsymol / Mônaco).
 
Estudos têm demonstrado que o cortisol, hormônio relacionado ao estresse, também é capaz de reduzir os níveis de NFG e poderia, com isso, reduzir a inervação, inclusive em nível adipocitário, o que promoveria redução da atividade lipolítica e consequente aumento da deposição de gordura local (Exsymol / Mônaco).
 
2.1.3.     Fator De crescimeNto Neural (NGF)
 
 
O fator de crescimento neural (NGF) é uma proteína de baixo peso molecular que promove diferencia- ção e crescimento neuronal. No entanto, com o envelhecimento, há uma redução dos seus níveis e, com isso, os neurônios tendem a não se diferenciar e, em última instância, sofrer apoptose. Os neu- rônios são células frágeis que apresentam dificuldade de proliferação, por isso, a proteção neuronal é extremamente importante (Exsymol,  Mônaco).


2.1.4.     NeurôNios e Fator De crescimeNto NeuroNal (NGF)
 
 
Neurônios são os blocos básicos de construção do sistema nervoso central (SNC) que inclui o cére- bro, a medula espinhal e os gânglios periféricos. Tipicamente, os neurônios consistem em um corpo celular, vários dendritos, um axônio e terminações nervosas (Guyton e Hall, 2006; Xu et al., 2014).



2.1.1.     Neurônios e Fator De Crescimento Neuronal (NGF)

As neurotrofinas são uma família de pequenas proteínas que regulam a sobrevivência, o crescimento e/ou o desenvolvimento e a função neuronal, além da maturação do SNC (Cai et al. 2014; Xu et al., 2014), sendo as mais conhecidas o fator de crescimento neural (NGF), o fator de crescimento deri- vado do cérebro (BDNF), a neurotrofina-3 (NT-3) e a neurotrofina-4/5 (NT-4/5). Todas as neurotrofinas atuam após agirem sobre seus receptores que se encontram nas membranas  celulares.
 
Cada neurotrofina se liga seletivamente ao receptor tirosina quinase (TrK) e não seletivamente ao re- ceptor de neurotrofina de 75 kDa (p75NTR), regulando a função, a diferenciação e a sobrevivência dos neurônios.
 
Após ligarem-se aos receptores TrK, a sinalização ocorre por meio de duas vias principais: a cascata da proteína quinase ativada por mitógeno (MAPK) e a cascata fosfoinositídeo 3-quinase. Ambas as cascatas regulam a sinalização das neurotrofinas em termos de sobrevivência e diferenciação celular. Por outro lado, a ligação das neurotrofinas ao p75NTR ativa a morte celular, ou apoptose (Xu et al., 2014).


As neurotrofinas são uma família de pequenas proteínas que regulam a sobrevivência, o crescimento e/ou o desenvolvimento e a função neuronal, além da maturação do SNC (Cai et al. 2014; Xu et al., 2014), sendo as mais conhecidas o fator de crescimento neural (NGF), o fator de crescimento deri- vado do cérebro (BDNF), a neurotrofina-3 (NT-3) e a neurotrofina-4/5 (NT-4/5). Todas as neurotrofinas atuam após agirem sobre seus receptores que se encontram nas membranas  celulares.
 
Cada neurotrofina se liga seletivamente ao receptor tirosina quinase (TrK) e não seletivamente ao re- ceptor de neurotrofina de 75 kDa (p75NTR), regulando a função, a diferenciação e a sobrevivência dos neurônios.
 
Após ligarem-se aos receptores TrK, a sinalização ocorre por meio de duas vias principais: a cascata da proteína quinase ativada por mitógeno (MAPK) e a cascata fosfoinositídeo 3-quinase. Ambas as cascatas regulam a sinalização das neurotrofinas em termos de sobrevivência e diferenciação celular. Por outro lado, a ligação das neurotrofinas ao p75NTR ativa a morte celular, ou apoptose (Xu et al., 2014).

2.1.1.     estuDos In VItro avaliaram a ação Do
ModuLIP GC® como Neuroprotetor
 
 
Com o envelhecimento, os níveis de NGF decrescem e os neurônios tendem a sofrer um processo de ausência de diferenciação. Eles encolhem e, em última instância, morrem (apoptose). Níveis aumen- tados de cortisol também podem promover efeitos maléficos sobre os neurônios.





Utilizando um método de pontuação que dependia do estágio de diferenciação das células neuronais (a partir de um escore 0 para a célula não diferenciada e escore 3 para a célula totalmente diferencia- da), pesquisadores da Exsymol conduziram uma avaliação do efeito neuroprotetor do Modulip GC® contra a neurodegeneração.
 
Segundo os resultados, comparado à glistina, um neuroprotetor de 1ª geração, Modulip GC® prote- geu as células neuronais contra o processo de ausência de diferenciação, de forma superior, que ocorreu em resposta à redução dos níveis de NGF.
 



Os resultados foram confirmados pela mensuração do comprimento dos neuritos (dendritos) dos neu- rônios.  tratamento  com  Modulip  GC®  promoveu  uma   proteção   de   22%   contra   o   encurtamento dos   neuritos.

2.2.   NEuroModELAdor/EMAGrECEdor  E LIPoLítICo

 
 
A lipólise é descrita como a hidrólise dos triacilglicerois (TGs), comumente referidos como gorduras, em ácidos graxos livres ou não esterificados e glicerol (Zechner el al., 2012; Duncan et al., 2007; Gold- berg, 1996). A importância da lipólise para o metabolismo geral tornou-se aparente quando Whitehead (1909) descobriu que as gorduras (TGs) não podiam entrar nas células na sua forma íntegra (Zechner el al., 2012).
 
Estudos vêm demonstrando que a lipólise é essencial para a fisiologia. A necessidade absoluta da hidrólise dos TGs para a captação celular ou liberação dos ácidos graxos e glicerol definem três pro- cessos: (a) lipólise gastrintestinal, que medeia o catabolismo das gorduras dietéticas; (b) a lipólise vascular, responsável pela hidrólise dos TGs associados às lipoproteínas na corrente sanguínea e (c) a lipólise intracelular que catalisa a “quebra” dos TGs estocados nas gotículas de lipídeos intracelulares para subsequente exportação dos ácidos graxos livres (a partir do tecido adiposo) ou seu metabolis- mo nos tecidos não adiposos (Zechner el al., 2012).


A lipólise dos TGs estocados no tecido adiposo branco (WAT) resulta em ácidos graxos não esterifi- cados e glicerol, que são liberados para a vasculatura para serem utilizados por outros órgãos como substratos energéticos. Em resposta às alterações no estado nutricional, as taxas de lipólise são precisamente reguladas por meio de sinalizações hormonais e bioquímicas. Esses sinais modulam a atividade de enzimas lipolíticas e proteínas acessórias, permitindo a máxima resposta do tecido adi- poso em relação às alterações das necessidades e disponibilidade energéticas (Duncan et al., 2007).
 
Investigações prévias demonstraram que o tecido adiposo é altamente inervado e que as termina- ções nervosas formam uma complexa rede com os adipócitos. Também tem sido demonstrado que, quanto mais inervado o tecido, mais eficiente é a lipólise induzida pelas catecolaminas (noradrenalina) (Exsymol, Mônaco).
 

Lipólise e Obesidade

  
A obesidade está associada a um aumento da lipólise basal, no entanto, ocorre uma redução da lipóli- se estimulada pelas catecolaminas (noradrenalina), também conhecida como lipólise estimulada pelo receptor β-adrenérgico 3 (receptor β-3) (Duncan et al., 2007).

Lipólise e Envelhecimento

Além da obesidade (Duncan et al., 2007), os níveis de NGF (fator de crescimento neural), um fator de crescimento que regula a sobrevivência, o crescimento e/ou desenvolvimento e a função neuronal  (Cai et al. 2014) decrescem com o envelhecimento e os neurônios tendem a sofrer um processo de ausência de diferenciação, ou seja, eles encolhem e, em última instância, sofrem apoptose. Com isso, o tecido nervoso presente no tecido adiposo pode ser prejudicado, reduzindo o potencial de lipólise e, como consequência, a deposição de gordura pode ser aumentada (Exsymol,  Mônaco).

LIPóLISE E EStrESSE

 
 
Além da obesidade (Duncan et al., 2007) e do envelhecimento (Exsymol / Mônaco) estudos têm de- monstrado que níveis excessivos de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse (Guyton e Hall, 1996), também é capaz de reduzir os níveis de NFG e poderia com isso, reduzir a inervação simpá- tica, inclusive em nível adipocitário, o que promoveria redução da atividade lipolítica e consequente aumento da deposição de gordura local (Lecht, 2007; Kasai e Yamashita, 1988a; Kasai e Yamashita, 1988b).
 
De acordo com um estudo conduzido por Lecht (2007), a dexametasona, um glicocorticoide (GC), se opõe à sinalização NGF. Com isso, a inervação local do tecido adiposo branco (WAT) fica prejudicada e o potencial lipolítico local,  reduzido.
 
2.2.1.     priNcípios Da “NeuromoDelação”
 
 
Investigações prévias demonstraram que o tecido adiposo é altamente inervado e que as terminações nervosas formam uma complexa rede entre os adipócitos e os neurônios. Também tem sido demons- trado que, quanto mais inervado o tecido, mais eficiente é a lipólise.
 
2.2.2.      cortisol, além De aumeNtar a Deposição lipíDica por mecaNismos Diversos, tem DemoNstraDo aFetar a iNervação simpática Do teciDo aDiposo reDuziNDo o poteNcial lipolítico e aumeNtaNDo, coNsequeNtemeNte, a Deposição De GorDura, priNcipalmeNte Na reGião visceral


2.2.2.1.      cortisol
 
 
Também conhecido como hidrocortisona, o cortisol é um hormônio glicocorticoide (GC) produzido pelo córtex da medula suprarrenal. Este hormônio exerce múltiplas funções no controle do metabo- lismo das proteínas, carboidratos e lipídeos (Guyton e Hall, 2006). Estudos vêm demonstrando que    o estresse, com liberação contínua de cortisol, promove impacto negativo sobre a deposição lipídica no organismo por mecanismos diversos, além de redução da lipólise, especialmente em longo  prazo.

Quase invariavelmente, os hormônios combinam-se, de início, aos receptores hormonais, que estão localizados nas membranas ou no interior das células. A combinação do hormônio ao receptor, no geral, desencadeia na célula uma cascata de reações (Guyton e Hall, 2006).
 
Ainda, ao interagir com os receptores, a substância ou, no caso, o hormônio, altera a conformação da molécula do receptor e, com isso, altera a permeabilidade da membrana a um ou mais íons, especial- mente os íons cálcio, sódio, cloreto e potássio. Outros mecanismos pelos quais as substâncias e/ou hormônios podem atuar nos receptores são: ativação do sistema do AMPc (adenosina monofosfato cíclico) das células, o qual, por sua vez, ativa diversas outras funções celulares e ativação dos genes das células, o que ocasiona a formação de proteínas intracelulares (que algumas vezes são enzimas) que ativam funções celulares específicas (Guyton e Hall, 2006).

 

2.2.1.1.       cortisol, GlicoNeoGêNese e resistêNcia à iNsuliNa: mecaNismos Diversos associaDos ao aumeNto Da Deposição De GorDura corpórea
 

a)   Gliconeogênese e Expressão de Enzimas “Chave”

Glicocorticoides (GCs) como o cortisol estimulam a expressão de diversas enzimas “chave” envol- vidas no processo de gliconeogênese hepática (formação de glicose a partir de proteínas e outras substâncias), com consequente aumento da produção de glicose (Tarantino e Finelli, 2013; Guyton e Hall, 2006).
 
Outras ações do cortisol incluem a redução da utilização de glicose pelas células e a elevação da concentração sanguínea de glicose e diabetes suprarrenal que pode chegar a 50% acima do normal (Guyton e Hall, 2006).
 

b)   Cortisol e Inibição da Sensibilidade Insulínica

Além disso, GCs inibem a sensibilidade insulínica por meio dos seguintes mecanismos:
 
 
1.   Via direta, interferindo na sinalização do receptor de  insulina;
 
 
2.   Via indireta, por meio da estimulação da lipólise e da proteólise, com consequente aumento dos níveis de ácidos graxos e aminoácidos, respectivamente, tanto no fígado quanto na musculatura es- quelética que estão relacionados à redução da sensibilidade insulínica.
 
O cortisol e a insulina (no caso, resistente) promovem acúmulo de lipídeos no  adipócito  por  ex-  pressar a lipase lipoproteína. Isso ocorre mais nos adipócitos viscerais do que subcutâneos, pois apresentam maior inervação e fluxo sanguíneo, além de maior celularidade. Além disso, a densidade de receptores para glicocorticoides é maior nas vísceras.
 
Esse aumento também se dá devido à redução dos níveis de GH (hormônio de crescimento). Em mu- lheres, aumento de testosterona e em homens, redução da mesma (Björntorp,  1996).
 
c)   Cortisol e Redução do Potencial Lipolítico Local, com Aumento da  Deposição  de  Gordura Ultimamente, a redução da lipólise devido ao excesso de cortisol tem chamado a atenção, o que também promoveria aumento dos níveis de gordura local.


2.2.1.2.      cortisol e eixo Hipotálamo-HipóFise-aDreNal (HHa)
 
 
O eixo HHA é importante para o processo de produção e liberação de cortisol. Inicialmente, o cérebro percebe um agente estressor de natureza psicológica e/ou fisiológica. Com isso, há a ativação do eixo HHA que resulta em liberação primária dos glicocorticoides a partir da zona fasciculada do córtex adrenal. Em seguida, ocorre a iniciação de uma cascata, que resulta na liberação de glicocorticoides  e epinefrina a partir das glândulas suprarrenais (Ashley et al., 2011).



O hormônio liberador de corticotrofina (CRH) e os sistemas de norepinefrina/epinefrina (catecolami- nas) no locus coeruelus do cérebro são efetores centrais da resposta ao estresse e participam de um ciclo de feedback, enquanto a ativação de cada um deles tende a ativar o outro. O sistema CRH é inibido pelo cortisol, substância P, GABA-BDZ (benzodiazepínicos), POMC (pró-ópio melanocortina) e outros opioides, além de pelo próprio CRH e é ativado pela serotonina, acetilcolina, sistemas LC-NE (noradrenalina), vasopressina, arginina e citocinas pró-inflamatórias. O CRH estimula a secreção de vasopressina e atua em sinergismo com a mesma para estimular a liberação de ACTH (adrenocortico- trofina hipofisária) que estimula a produção de cortisol pelas suprarrenais. As citocinas inflamatórias são os principais estimulantes da ativação do sistema CRH.

2.2.1.1.      estresse crôNico
 
 
No estresse crônico, há importante ativação do eixo HHA e sistema nervoso autônomo simpático com consequentes alterações nos níveis de ansiedade. Além disso, há a redução da cognição, da flexibili- dade afetiva e inibição dos processos vegetativos que auxiliam a sobrevivência do indivíduo no caso de situações desafiadoras como sono, atividade sexual e atividades endócrinas, como crescimento e reprodução (Swaab et al., 2005).
 
2.2.1.2.      cortisol x obesiDaDe, teciDo aDiposo e comportameNto alimeNtar
 
 
Glicocorticoides, catecolaminas e GH são reguladores do fluxo de energia para o interior dos adi- pócitos. Os GCs, como o  cortisol,  contribuem  para  o  excesso  de  adiposidade,  alterando  tanto  a  ingestão alimentar quanto o  estoque  de  ácidos  graxos,  embora  possam  produzir  ações  lipolíticas  em condições isoladas (Ashley et al., 2011).
 
A avaliação do eixo HHA na obesidade não é realizada de forma rotineira, exceto na síndrome de Cushing. No entanto, há extensa pesquisa científica sobre a função do eixo na HHA na obesidade. Estudos anteriores foram inconsistentes e acharam aumento ou inalteração dos níveis urinários de cortisol livre (UFC) de 24 h ou uma leve redução dos níveis circulantes (Bjorntorp et al., 2000; Strain et al., 1980). Dados mais consistentes têm emergido quando se compara os níveis de UFC entre indiví- duos magros e obesos não viscerais (obesidade baixa).

 

Pasquali et al. (1993) demonstraram aumento nos níveis de UFC de 24 h em mulheres com obesidade visceral (obesidade alta) comparada às mulheres com obesidade não visceral (obesidade baixa).
 
De forma similar, Rosmond et al. (1998) reportaram correlação significativa entre os níveis salivares pós-prandiais de cortisol e o índice de massa corpórea, relação cintura-quadril, glicose em jejum, insu- lina, triglicerídeos, colesterol e pressão sanguínea em homens. Wallerius et al. (2003) demonstraram correlações similares em relação aos níveis de cortisol salivar matinal, IMC e relação cintura-quadril.
 
Outros pesquisadores reportaram aumento da resposta ao cortisol salivar pós-prandial em mulheres com obesidade visceral quando comparadas às mulheres com obesidade não visceral, no entanto, não houve diferenças entre os grupos quando se realizou a supressão com dexametasona (Duclos et al., 2005).
 
Outro dado interessante apontado em estudo clínico foi o aumento dos níveis de UFC de 24 h em mu- lheres obesas que ganharam peso como resultado de um evento estressante, a chamada obesidade relacionada ao estresse, SRO, quando comparadas a mulheres de mesma idade, obesas, porém sem a SRO ou sem obesidade, sugerindo uma superatividade do eixo HHA na SRO (Vicennati et al., 2009).
 
Outros estudos comprovaram ainda a inter-relação entre o cortisol e o depósito de gordura:
 
 
•   O acúmulo de gordura foi relacionado ao estresse crônico e à alta produção de cortisol (Epel     et al., 2000). Diversos estudos anteriores, conduzidos em animais, demonstraram que a secreção de cortisol induzida pelo estresse aumenta a deposição de gordura central.
 
-   Epel et al. (2000) avaliaram 59 mulheres saudáveis na pré-menopausa, 30 com relação cintura-quadril alta e 29 com relação cintura-quadril baixa, expostas a sessões laboratoriais consecutivas durante 4 dias (3 sessões de estresse e 1 sessão de repouso). Durante as sessões foram avaliados os níveis de cortisol e a resposta fisiológica.
 
-   Os resultados mostraram que as mulheres com relação cintura-quadril alta durante os desafios de estresse foram mais suscetíveis às ameaças, tiveram performance pior e reportaram mais estresse crônico. Essas mu- lheres secretaram significativamente mais cortisol durante a primeira ses- são quando comparadas às mulheres com relação cintura-quadril baixa.
 
-   Os pesquisadores concluíram que a distribuição central de gordura foi relacionada à maior vulnerabilidade psicológica ao estresse e à reatividade ao cortisol. Os achados suportam a hipótese de que a secreção de corti- sol induzida pelo estresse possa contribuir para a deposição de gordura central e demonstram uma relação entre o estresse psicológico e o risco de doenças.


•   O fenótipo de obesidade central é observado em pacientes com síndrome de Cushing, com altos e
crônicos níveis de cortisol (Bose, 2009);
 
 
•   O estresse persistente modifica as preferências alimentares, tendendo ao aumento do consumo de
alimentos calóricos (carboidratos e gorduras) (Dallman, 2010).
 
 
- O estresse e as redes cerebrais da emoção influenciam o comportamen- to alimentar, que pode levar à obesidade. As redes neurais embasam as complexas interações entre estressores, organismo, cérebro e ingestão alimentar. Os estressores, pela ativação da cadeia de resposta ao estres- se, com viés cognitivo, tendem a aumentar a atividade emocional e de- gradarem a função executiva. O estresse também induz a secreção de glicocorticoides como o cortisol que aumenta a motivação pela fome e a insulina, que promove maior ingestão alimentar e obesidade.



Conforme mencionado anteriormente, o estresse emocional modifica a estratégia de estoque e distri- buição de gordura/energia nos adipócitos. A figura 13 mostra a inter-relação entre a ativação do eixo HAA pelo estresse (cortisol) e seus resultados, tanto em nível central, com estimulação do apetite e aumento da ingestão alimentar, principalmente de alimentos palatáveis, as “comfort foods”, como em nível periférico, promovendo, pelo menos inicialmente, a lipólise e a  adipogênese.

Estudos recentes, no entanto, demonstram que, com a cronicidade de liberação do cortisol, os níveis de lipólise são reduzidos e não aumentados, já que a inervação simpática no tecido adipo- citário  fica comprometida.

Cortisol elevado e crônico, resultante do estresse emocional, tem ainda demonstrado reduzir a habili- dade para mobilizar gordura por meio da alteração da inervação simpática.



No estresse crônico ocorre a superprodução e armazenamento de gordura (via 11 β-hidroxi esteroi-  de desidrogenase 1, que converte corticosterona em cortisol). Além disso, vem sendo observada a expansão da obesidade central ou visceral, especialmente depósito de gordura visceral. Ao mesmo tempo, a gordura subcutânea é depletada.
 
Os mecanismos bioquímicos envolvidos vêm sendo elucidados e contam com (Lee et al.,   2014):
 
•   Efeito pleiotrópico sobre o metabolismo do adipócito, sistema endócrino e células imunes;
•   Regulação de diversos passos da adipogênese;
•   Ação sinérgica com a insulina, aumentando a expressão de vários genes envolvidos na deposição
de gordura.
 
 
A maior parte dos estudos mostra que os glicocorticoides aumentam a transcrição e a expressão    das enzimas triglicéride lipase adipocitária (ATGL) e da lipase hormônio sensível (HSL) o que, teorica- mente, aumentaria a lipólise (Ashelei et al., 2011). No entanto, outros estudos têm mostrado que os glicocorticoides inibem as enzimas triglicéride lipase adipocitária (ATGL) e da lipase hormônio sensível (HSL), o que, teoricamente, diminuiria a lipólise.

Xiao et al. (2014) demonstraram que a sinalização Wnt/β-catenina é uma das mais importantes regu- ladoras da adipogênese que, quando inibida, aumenta os níveis de adiposidade. Estudo realizado em ratos comprovou que a metilprednisolona, um derivado do cortisol, inibiu a cascata Wnt/β-catenina nos tecidos adiposo subcutâneo e visceral. A metilprednisolona aumentou a expressão da ATGL e da HSL no tecido adiposo subcutâneo e reduziu no tecido adiposo visceral, podendo ser, portanto, crucial na distribuição de gordura.

O cortisol elevado e crônico, resultante do estresse emocional, eleva o apetite, principalmente em re- lação às “comfort foods”, que promove aumento do resultado anabólico, com incremento de gordura.



2.2.1.1.      moDelo In VItro Da traNsmissão simpática lipolítica
 
 
Para comprovar que a inervação simpática íntegra promove a lipólise, um estudo in vitro foi conduzido por pesquisadores da Exsymol.

Os resultados demonstraram que o suporte neurotrófico, por meio da adição de NGF ao meio de
adipócitos favorece a lipólise.


2.2.1.1.      o cortisol se opõe aos siNais catabólicos Do sistema Nervoso autôNomo
 
 
Estudos vêm demonstrando que o cortisol pode inibir a lipólise, em vez de estimulá-la.
 
 
O cortisol suprime efeitos catabólicos centrais da noradrenalina pelo sistema nervoso autônomo (Ka- sai e Yamashita, 1988).
 
2.2.1.2.      o cortisol apreseNta um eFeito iNibitório sobre a iNervação simpática
 
 
Estudos vêm demonstrando que o cortisol antagoniza o fator de crescimento neural (NGF). Além dis- so, o cortisol induz à regressão da cadeia nervosa.
 
Outro estudo in vitro verificou que a inibição do NGF pelo cortisol reduz a lipólise. A adição de um
agente neuroprotetor, o Modulip GC®, limita a inibição da lipólise induzida pelo cortisol.



2.2.1.1.      o cortisol suprime a resposta excitatória iNDuziDa pela NoraDreNaliNa De NeurôNios Do Núcleo paraveNtricular: estuDo In VItro
 
Os efeitos do cortisol sobre a resposta induzida pela noradrenalina (NA) de neurônios na divisão par- vocelular do núcleo paraventricular foram investigados por Kasai e Yamashita (1988a) em lâminas de hipotálamo de ratos. Segundo os resultados, o cortisol induziu excitação em 7 dos 11 neurônios do núcleo paraventricular, ao passo que inibiu 3 de 8 neurônios do núcleo paraventricular, que não foram afetados pela NA. No entanto, isoladamente, o cortisol não afetou totalmente os neurônios. Com isso, foi  concluído  que  o  cortisol  promove  efeito  inibitório  sobre  os  neurônios  da  divisão  parvocelular     do   núcleo   paraventricular   por   meio   da   depressão   do   sistema   noradrenérgico.

2.2.1.1.          o cortisol iNibe os NeurôNios Do Núcleo paraveNtricular Do Hipotálamo em ratos aDreNalectomizaDos: estuDo In VItro
 
Outro estudo conduzido por Kasai e Yamashita (1988b) avaliou os efeitos do cortisol sobre neurônios da divisão parvocelular do núcleo paraventricular em lâminas de hipotálamo, no entanto, desta vez, em animais adrenalectomizados e comparou com animais intactos. Nos adrenalectomizados, o corti- sol inibiu 14 de 68 neurônios testados na concentração de 10(-5)M e 11 de 69 neurônios testados na concentração de 10(-4)M. Nos intactos, cortisol a 10(-5)M e 10(-4)M, não alteraram a atividade da maior parte dos neurônios testados. Com isso, conclui-se que o cortisol apresenta efeito inibitório sobre os neurônios   da   divisão   parvocelular   do   núcleo   paraventricular   em   ratos    adrenalectomizados.

 
2.2.1.1.           GlicocorticoiDes poDem aFetar os Níveis De Fator De crescimeNto Neural (NGF) e, com isso, prejuDicar a iNervação simpá- tica periFérica associaDa à lipólise
 
Glicocorticoides têm demonstrado afetar a inervação simpática periférica. Segundo estudo conduzido por Lecht (2007), a dexametasona se opõe à sinalização NGF. Com isso, a inervação local do tecido adiposo branco (WAT) fica prejudicada e o potencial lipolítico local, reduzido.

2.2.1.1.          o cortisol prejuDica a iNervação No moDelo De cocultura – aDipócitos/ NeurôNios
 
Estudo in vitro foi conduzido para verificar os efeitos do cortisol sobre a inervação.
 
 
O cortisol promoveu efeitos sobre os adipócitos e sobre os neurônios, reduzindo dramaticamente a inervação. A adição de Modulip  GC®  limitou os efeitos do   cortisol.



2.2.1.1.          ModuLIP  GC®  limita os eFeitos Do cortisol sobre a Deterioração Da iNer- vação simpática
 
Estudo in vitro demonstrou que Modulip GC®, um agente neuroprotetor com “propriedades neurotró- ficas”, limitou os efeitos do cortisol sobre a inervação simpática. Os resultados demonstraram que os efeitos  são dosedependentes.



Outros estudos in vitro foram conduzidos para avaliar a lipólise em cultura de adipócitos misturada à cultura de neurônios (meio condicionado, altamente inervado) e em cultura de adipócitos acrescida de cultura de neurônios (cocultura, com baixa inervação).
 
Os resultados mostraram que neurônios saudáveis secretam fatores de crescimento como o NGF capazes de aumentar a habilidade dos adipócitos em realizar o processo de lipólise.



2.2.1.1.            o tratameNto com ModuLIP GC® aumeNta o metabolismo celular e a capa- ciDaDe lipolítica Dos aDipócitos
 
O estudo anterior demonstrou que neurônios saudáveis secretam fatores responsáveis pelo aumento da lipólise a partir dos adipócitos. Baseados nisso, os pesquisadores da Exsymol conduziram outro estudo in vitro que demonstrou que a adição de Modulip GC® ao meio condicionado foi apta a preve-  nir a neurodegeneração, de maneira NGF-like.
 
Outros resultados ainda incluíram:
•   O tratamento com Modulip GC® aumentou a viabilidade e as habilidades metabólicas das células neuronais;
•   O tratamento com Modulip GC® promoveu maior capacidade de lipólise nos adipócitos.



2.2.1.1.          tratameNto com ModuLIP GC® + caFeíNa apreseNta eFeito siNérGico No au- meNto Da capaciDaDe lipolítica Dos aDipócitos
 
Um estudo in vitro foi conduzido para avaliar se a adição de cafeína poderia aumentar a ação do Mo- dulip GC® sobre a lipólise. A cafeína tem sido utilizada devido às suas propriedades lipolíticas para auxiliar o emagrecimento.
 
Segundo os resultados do estudo conduzido pelos pesquisadores da Exsymol, quando adicionada ao meio condicionado contendo Modulip GC®, a cafeína apresenta efeito sinérgico sobre a lipólise, aumentando-a consideravelmente.



2.3. aNtioxiDaNte
 
 
Modulip GC® tem demonstrado potente atividade antioxidante, ou seja, pode proteger as células contra o estresse oxidativo.
 
Para avaliar sua atividade antioxidante os pesquisadores da Exsymol mediram a ação antioxidante do ativo contra vários tipos de radicais livres como espécies reativas de oxigênio (ROS), espécies reativas de nitrogênio (RNS) e espécies reativas de carbono (RCS).
 
Os resultados demonstraram que as propriedades antioxidantes do Modulip GC® são superiores quando comparadas à glistina.



A atividade antioxidante de Modulip GC® foi avaliada especificamente contra o radical hidroxila (OH.),
que tem demonstrado ser o principal radical reativo contra os sistemas   biológicos.
 
 
Similarmente à glistina, Modulip GC® foi extremamente eficiente em inibir os radicais OH. Como re- sultado pode-se afirmar o papel de Modulip  GC® na  proteção  contra  o  estresse oxidativo.



3. Posologia Indicada


•          Associado a outros ativos: 50 a 200mg
•          Isolado: 200 a 400mg
•          Observação: Dividir em 2x ao dia.
 
4. Segurança e Tolerabilidade

Testes clínicos evidenciaram a segurança de Modulip GC® em relação à sensibilização, fototoxicidade e fotoalergia. Além disso, a fotogenotoxicidade também foi testada, com resultados negativos.
 
A irritação cutânea foi avaliada por meio de testes com biópsias humanas. Efeitos mutagênicos não foram encontrados em testes com cepas bacterianas selecionadas. Estudos avaliando a tolerabilida- de demonstram que Modulip  GC®  é bem   tolerado.

 


Localização
Al. Dr. Octávio Pinheiro Brisolla 11-29
Vila Universitária - CEP 17012-191
Bauru/SP

Responsáveis Técnicas
Luciana M. Maciel Trevizani - CRF 15.062
Pamella B. Watanabe Vilani - CRF 59.751